segunda-feira, 20 de junho de 2011

Me deixe.

 Me deixe só.
 Não quero mais.
 Jurei que não me apaixonaria novamente.
 Essas coisas, infelizmente, não dependem só de mim.
 Dependem de nós.
 Você fez com que eu me apaixonasse.
 Meu Deus, te fiz juras.
 Logo eu, que jurei não amar denovo.
 Jurei que te amava.
 Menti pra nós.
 Toda jura que fiz a você foi uma jura que fiz a mim.
 Não cheguei a te amar, você não deixou.
 Porém, me apaixonei, em silêncio.
 Você me confundiu. Me fez bem. Me fez mal. Me usou, Me machucou sem perceber.
 Me deixe só.
 Me deixe te esquecer.
 A partir de hoje serei atriz.
 Atuarei feito você.
 Aquela atriz que se apresentou, encenou, convenceu meu coração e fez meus sentimentos te aplaudirem.
 Me deixe só.
 Não te escreverei mais cartas.
 Não tentarei mais te prender a mim.
 Me deixe ir, da mesma forma que se foi.
 Mesmo sem eu deixar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Beijos de saudade.

 Esses beijos em desespero
 na procura do corpo do outro.
 na procura da boca do outro.
 na procura da alma do outro
 que quando encontrado jura,
 que a partida não acontecerá.
 Os beijos são irracionais.
 Fazemos promessas que não serão realizadas.
 Deixamos cair lágrimas que não deveriam ter rolado.
 O amor nunca acaba.
 O sentimento muda.
 Não sei como odiar aquele que um dia tanto amei.
 A alegria de ter o amor por perto só é completa no reencontro.
 Por que a saudade constrói.
 A saudade é boa.
 Só há saudade se há sentimento.
 Só sente saudade quem ama.
 E, quando a saudade acaba vem a alegria.
 A saudade só pode ser substituida pela alegria.
 Ou pelo desamor.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entrelaçando dedos e pensamentos.


Nas ruas nuas, nas bocas cruas, nos olhos fortes e inquisidores de quem me olha e sempre me vê.
 Nas suas mãos que apertam as minhas, nos seus abraços, que entregam a alma a mim, mas que não me engana quando me pede pra ficar perto, e sinto verdade em sua voz quando pede pra não te abandonar, e que diz me amar.
 Ao te ver chorar de alegria me alegro por ver seus olhos brilharem e o sal molhar seu sorriso.
 Você me marca a pele e o peito.
 Tenho medo que o vento leve nossas palavras, porém espero que eo tempo acentue nossa amizade.
 Quero calmaria, abraços e carinho, olhares sinceros e saudades, que quando morta me ajuda a me manter viva.
 Que eu sempre sinta saudade de ti, mesmo que esteja ao meu lado, por que quem tem saudade não esquece.

domingo, 29 de maio de 2011

A vida nos olhos.

 Eu não sei quem sou.
 Olho meus olhos e vejo tudo que um dia eu fui.
 Tenho sonhos. Muitos.
 Não recuso a minha verdade.
 Sou inconstante, amante da boa música.
 Sonho com a liberdade.
 Quero viver sozinha, mas com um amor por perto.
 Quero viajar.
 Conhecer lugares e pessoas.
 Me apaixonar.
 Me desapaixonar.
 Sucumbir as vontades.
 Estudar culturas e idiomas.
 Morar só.
 Morar com amigos.
 Comprar um cachorro.
 Me conhecer, me descobrir.
 Descobrir minha identidade para poder viver uma via calma, de uma pessoa completa, que realizou seus desejos, sonhos e vontades.
 E depois, me calar, aproveitando a velhice e tendo nos olhos as lembranças frescas de tudo que um dia fui, que um dia vivi.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nem tento entender.

Eu não me entendo. 
Não sei explicar isso que sinto por você, essa vontade de te ver e te tocar. 
Essa saudade de uma coisa que eu nunca tive, esse amor irreal, essa dor que salta do meu peito pelos olhos, amor sem limites. 
Olhos. 
Quando os fecho, sinto como você me abraçando. 
Parece que me envolve, me segurando, me amando. 
É incrivel. 
Mas você não está aqui. 
Apesar de eu te sentir, você não está. 
Porém, apesar da distância que separam nossos corpos, nossas realidades, nossas idades (são 23 anos), nossas vidas,sinto você perto.
Mais que perto. Sinto você dentro. 
Dentro de mim. 
Você entrou sem que eu percebesse, porém não sairá sem ser notada. 
Creio que nunca sairá. 
Não quero que saia. 
Imploro que "resta", pois sem você sou só mais uma mulher cheia de sentimentos, ideias, criações, supertições e inseguranças, mas sem o brilho que habita meus olhos, sem a delicadeza de quem escreve e o sorriso dos apaixonados. 
Ai, o sorriso.
Esse riso incontrolável, que tem seu nome. 
Nome de mulher forte, de poeta feminina. 
Nome de Ana Carolina.

sábado, 21 de maio de 2011

O amor engole.

 As vezes tenho medo.
 Medo que meus sonhos
 de liberdade,
 de independência,
 virem deprimentes pesadelos.
 De solidão.
 De abandono.
 Porém, tenho medo também
 que na tentativa a "não solidão"
 se transforme em um monstro.
 Monstro esse que ilude, que sufoca.
 Monstro que destrói seus sonhos em meio a beijos e abraços.
 Será que vale a pena
 trocar os ideias de uma vida
 por um "até que a morte nos separe"?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alma quente, noite fria.



 O calor dos nossos corpos
 me consolam nas noites frias.
  Acolhem minha alma do gelo da humanidade.
 E seus beijos calmantes
 me tranquilizam feito Rivotril.
 Durmo imobilizada no seu abraço,
 sempre em estado de graça.