Cresci sozinha.
A solidão sempre foi minha compahia, sempre embalou meus sonos, sempre absorveu minhas lágrimas, sempre riu comigo das piadas inventadas pela imaginação.
O silêncio sempre me fez bem.
Shhhhhhi... ouviu?
Também não.
Isso é bom.
Eu caio no silêncio, nas ciladas do silêncio.
Fico sozinha. Fico pensando.
Por que? Até quando? Será? Mas...
O silêncio e a solidão só constroem.
A presença as vezes é excesso, mesmo que única.
Reclamam de mim por que falo demais. Reclamam do meu silêncio.
No meu silêncio minha alma escapa. Corre pra onde ela realmente quer estar.
A minha solidão é meu consolo.
Me deixe só.
Nunca ficarei sozinha, tenho a ti, solidão, tenho a ti, silencio, tenho a ti, música, tenho a ti, livros, tenho a ti, amor, mesmo insano como és, mas será sempre inconstante, sempre amor.
Você me tem, saudade, sou tua.
E então, vou ficar aqui, quietinha, com a minha estranhice, esperando você voltar, pois nossa conversa não precisa de palavras.
"Quero permanecer calado, observando tudo."
sábado, 3 de setembro de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Toda Manhã
| "A você, que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste blog talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira linha e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo. A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior. A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos. A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar. A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência. A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite. A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar. A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto. A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido. A você, que escuta o sangue e não entende. A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço. A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data. A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície. A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você." Fabrício Carpinejar |
sábado, 23 de julho de 2011
Eternizada em mim.
Você se foi assim,
de um forma tão simples,
silenciosa,
como se não quisesse que eu percebesse o buraco que abrira em mim,
como se quisesse que o golpe fosse rápido.
Revivo diariamente nossos momentos.
As músicas que cantávamos juntas
e os surtos que tínhamos
falando de assuntos banais.
Ainda lembro dos sonhos que fizemos juntas, e ainda creio que eles se realizarão.
Acredito que ainda cantaremos as mesmas músicas, surtaremos pelas mesmas coisas.
Sonharemos os mesmos sonhos.
Sonhos de um futuro juntas.
Tenho certeza que tudo voltará a ser como sempre.
E, acredito que em breve comentarão novamente nossa semelhança. Nos camparando com irmãs. Coisa que sempre fomos.
E, acredito que poderei também, fazer como sempre fiz,
te ver me olhar chegar sorrindo,
e, eu poderei novamente te abraçar, desejando o mais sincero "bom dia".
- Para Naielle Granzotto Rodrigues, a irmã que a vida me deu.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Nem tão de repente 30.
Não sonho tanto com os 18 anos quanto sonho com os 30.
Incrível, não?
A idade das crises femininas para mim parece a glória.
Nada mais frustrante que os sonhos de independência que achamos que teremos quando completamos a tão sonhada maioridade.
A independência não vem.
Aos 18 anos não somos independentes. Aos 18 anos somos mais dependentes que aos 14.
Aos 14 temos as limitações da idade. Não podemos e pronto. Após relutar, caímos no conformismo.
Aos 18 você tem todas as chances na mão. Tem idade suficiente, não necessita de permissão paterna, é independente, certo? ERRADO!
Aos 18 você está recém formado, sem emprego e, o pior, sem dinheiro.
Mora na casa dos pais, depende do dinheiro dos pais, E ainda é pressionado a decidir o que será no futuro, é cobrado por um emprego.
Aos 30 você está com a vida feita. Pelo menos deveria estar né?
Você já teve tempo suficiente pra se decidir, cursar uma faculdade, conquistar um emprego e a coragem pra viver sozinho.
Não tem que dar satisfações. Isso é independência
Os 30 me enchem os olhos
Quero desfrutar das preocupações dos primeiros fios brancos, a liberdade de fazer as próprias escolhas e a esperança de um saldo bancário positivo.
Incrível, não?
A idade das crises femininas para mim parece a glória.
Nada mais frustrante que os sonhos de independência que achamos que teremos quando completamos a tão sonhada maioridade.
A independência não vem.
Aos 18 anos não somos independentes. Aos 18 anos somos mais dependentes que aos 14.
Aos 14 temos as limitações da idade. Não podemos e pronto. Após relutar, caímos no conformismo.
Aos 18 você tem todas as chances na mão. Tem idade suficiente, não necessita de permissão paterna, é independente, certo? ERRADO!
Aos 18 você está recém formado, sem emprego e, o pior, sem dinheiro.
Mora na casa dos pais, depende do dinheiro dos pais, E ainda é pressionado a decidir o que será no futuro, é cobrado por um emprego.
Aos 30 você está com a vida feita. Pelo menos deveria estar né?
Você já teve tempo suficiente pra se decidir, cursar uma faculdade, conquistar um emprego e a coragem pra viver sozinho.
Não tem que dar satisfações. Isso é independência
Os 30 me enchem os olhos
Quero desfrutar das preocupações dos primeiros fios brancos, a liberdade de fazer as próprias escolhas e a esperança de um saldo bancário positivo.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Me acolha.
Me deito sozinha,
mas ainda deixo um lugar pra você na minha cama.
Essa solidão dói tanto,
você nem imagina.
Toda noite te espero até dormir.
Toda noite sonhos com suas mãos entrelaçadas nas minhas.
Toda noite sonho com sua chegada amor, mas você nunca vem.
Não me diga nada.
As palavras já não se fazem necessárias.
Apenas preencha esse vazio que existe em minha cama.
Entrelace suas mãos nas minhas.
Me abraçe.
E me beije a boca.
Apenas adormeça comigo.
Apenas permaneça comigo.
mas ainda deixo um lugar pra você na minha cama.
Essa solidão dói tanto,
você nem imagina.
Toda noite te espero até dormir.
Toda noite sonhos com suas mãos entrelaçadas nas minhas.
Toda noite sonho com sua chegada amor, mas você nunca vem.
Não me diga nada.
As palavras já não se fazem necessárias.
Apenas preencha esse vazio que existe em minha cama.
Entrelace suas mãos nas minhas.
Me abraçe.
E me beije a boca.
Apenas adormeça comigo.
Apenas permaneça comigo.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Me deixe.
Me deixe só.
Não quero mais.
Jurei que não me apaixonaria novamente.
Essas coisas, infelizmente, não dependem só de mim.
Dependem de nós.
Você fez com que eu me apaixonasse.
Meu Deus, te fiz juras.
Logo eu, que jurei não amar denovo.
Jurei que te amava.
Menti pra nós.
Toda jura que fiz a você foi uma jura que fiz a mim.
Não cheguei a te amar, você não deixou.
Porém, me apaixonei, em silêncio.
Você me confundiu. Me fez bem. Me fez mal. Me usou, Me machucou sem perceber.
Me deixe só.
Me deixe te esquecer.
A partir de hoje serei atriz.
Atuarei feito você.
Aquela atriz que se apresentou, encenou, convenceu meu coração e fez meus sentimentos te aplaudirem.
Me deixe só.
Não te escreverei mais cartas.
Não tentarei mais te prender a mim.
Me deixe ir, da mesma forma que se foi.
Mesmo sem eu deixar.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Beijos de saudade.
Esses beijos em desespero
na procura do corpo do outro.
na procura da boca do outro.
na procura da alma do outro
que quando encontrado jura,
que a partida não acontecerá.
Os beijos são irracionais.
Fazemos promessas que não serão realizadas.
Deixamos cair lágrimas que não deveriam ter rolado.
O amor nunca acaba.
O sentimento muda.
Não sei como odiar aquele que um dia tanto amei.
A alegria de ter o amor por perto só é completa no reencontro.
Por que a saudade constrói.
A saudade é boa.
Só há saudade se há sentimento.
Só sente saudade quem ama.
E, quando a saudade acaba vem a alegria.
A saudade só pode ser substituida pela alegria.
Ou pelo desamor.
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