A dor que há em mim é tão viva e pulsante como esse amor, que corrói cada centímetro do meu peito.
Luto, a cada momento para me desvencilhar desse coquetel de sentimentos.
Te amar anda me deixando amarga. Fria. Seca. Estúpida.
Sou um rio prestes a transbordar.
Cada dia sinto minha alma mais longe.
Necessito tanto por fim nisso tudo, nesse excesso de amor, nesse excesso de descaso, excesso de desprezo, excesso de "é só amizade", excesso de "eu te amo" sem provas, excesso de abraços sem braços, excesso de cama vazia, excesso de coração doente, excesso de beijos sem respostas.
Preciso me retirar desse abismo que eu adoro cair.
Quero voltar a me sentir viva, mas caio novamente naquele dilema: minha vida é você.
Quero voltar a SER feliz e não a ESTAR feliz.
Sei, que apesar de tudo, amanhã acordarei me perguntando, mais uma vez: por que você não é minha?
Sei que esse será apenas mais um texto que você não lerá, mas se eu não falar para o meu "você" o rio que sou transbordará.
Como já disse Caio Fernando Abreu, "é que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais."
Do verbo doar ou do verbo doer?
Mais uma retórica que ninguém responderá.
Quase sempre são os dois verbos juntos implodindo nosso chão,sabotando a felicidade. =/
ResponderExcluirBeijo Mari!
Que lindo, cara. Luli você a cada texto se supera. Parabéns.
ResponderExcluirPerfeito!!!
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