sábado, 23 de junho de 2012

Leva nos Olhos.

 E aquele amor, tão evidente nos olhos dos dois me fez, mais uma vez, refletir aquele momento.
 Me parecia ser um amor doce, contido, sem pressa, sem medo.
 E era.
 As mãos se uniam e naquele momento de dor, pude ver aquilo que Pedro sempre me disse.
 Eu e Pedro trabalhamos juntos, em uma agência publicitária, em que ele é diretor.
 Mais que meu chefe, ele é meu melhor amigo.
 Naquele doze de setembro morreu pai de Maurício, o amor de meu amigo.
 Maurício tinha o pai como seu melhor amigo, afinal ele lhe dedicara amor e compreensão durante toda a sua vida, tentando suprir (em vão) a falta da mãe.
 Naquele momento em que via Maurício sendo abraçado e amparado por Pedro, pude notar o que realmente é o amor. E pude notar que nunca amei.
 Eu, com 28 anos, me envolvi em vários relacionamentos, porém todos vazios do amor que habitava os olhos dos meus amigos, mesmo imersos em lágrimas e tristeza, sempre amor.
 Creio que quando o amor chega, ele toma conta, todo e qualquer sentimento se transforma, é sempre amor, sai pelos poros, cabelos, sorrisos...
 E invariavelmente sai pelos olhos.
 Tenho certeza que quando olhar pra alguém com o mesmo sentimento que meu amigo olha para o seu parceiro de vida, de jornada, de existência, poderei concluir que enfim aprendi a amar.

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