Eu ainda espero.
Espero entrar sozinha e logo após vê-la passar, com a cara fechada, mal humorada, com os cílios perdidos no rosto e o cabelo amarrado de forma qualquer.
Ainda espero ver a cara de sono se desfazer e dar lugar ao sorriso, de dentes perfeitos.
Ainda espero cair nos braços dela, que me abocanha o pescoço, que finge inocência.
Ainda espero os desabraços e beijos raros.
Ainda espero os dias de glória, em que me jurava o impossível.
Ainda espero que ela chicoteie e me arrebata violenta e deliciosa feito o vento, com sua pele branca cheirando floresta depois de noite chuvosa.
Ainda espero, pelo ensaio da mordida dela.
Ainda espero pelo "beijo, blues e poesia", pela mão que só ela me entregava, pelos planos de conversa, pelos cabelos esvoaçantes.
Ainda a espero.
Ainda espero toda alegria que ela me trazia.
Espero ter seu coração em minhas mãos, ou então que me devolva o meu.
A espero para dizer mais uma vez "Oh baby, I love you".
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Fênix do amor.
Fico longe e te sinto distante.
Esse medo que tenho de te perder me machuca, me destrói.
Não estar ao seu lado dói.
E pensar que talvez nem queira acordar comigo amanhã de manhã lateja a chaga que há aberta em meu peito, que nunca se cura, só que as vezes se esquece de doer.
Será que o que te afasta de mim é esse excesso de amor?
Logo eu, que me adaptei a sua forma de amar...
Logo você, que me tem nas mãos...
Estranho essa vulnerabilidade que tenho diante de ti.
Suspiro.
O medo retorna.
Esse desespero que sinto beira a loucura.
Tenho medo do abandono.
Medo da solidão.
Medo de ser deixada até por esse vazio aspirante a escritor que existe em mim.
Tenho esse querer estranho, parece que preciso que precisem de mim.
Tenho ciumes de te ver com suas amigas, tão aparentemente plena, como se não necessitasse de mais nada.
Eu necessito de você.
Necessito que me abrace, que me rompa, me corrompa, me reinvente, me sopre a vida.
Necessito que sorria ao me ver chegar e me beije ao me ver partir.
No reencontro renasço do pó, me sinto inteira, te sinto viva, mesmo que as vezes não esteja bem.
Te sinto minha.
Minha como se eu pudesse liderar o tempo, dar longos espaços nos segundos só para te perdurar em mim.
Meu medo vira pura certeza.
Certeza esquisita, com sabor agridoce.
Certeza de que esse amor vai me queimar e me fazer ressurgir quantas vezes necessário, só pra poder te ouvir mais uma vez dizer que me ama.
Esse medo que tenho de te perder me machuca, me destrói.
Não estar ao seu lado dói.
E pensar que talvez nem queira acordar comigo amanhã de manhã lateja a chaga que há aberta em meu peito, que nunca se cura, só que as vezes se esquece de doer.
Será que o que te afasta de mim é esse excesso de amor?
Logo eu, que me adaptei a sua forma de amar...
Logo você, que me tem nas mãos...
Estranho essa vulnerabilidade que tenho diante de ti.
Suspiro.
O medo retorna.
Esse desespero que sinto beira a loucura.
Tenho medo do abandono.
Medo da solidão.
Medo de ser deixada até por esse vazio aspirante a escritor que existe em mim.
Tenho esse querer estranho, parece que preciso que precisem de mim.
Tenho ciumes de te ver com suas amigas, tão aparentemente plena, como se não necessitasse de mais nada.
Eu necessito de você.
Necessito que me abrace, que me rompa, me corrompa, me reinvente, me sopre a vida.
Necessito que sorria ao me ver chegar e me beije ao me ver partir.
No reencontro renasço do pó, me sinto inteira, te sinto viva, mesmo que as vezes não esteja bem.
Te sinto minha.
Minha como se eu pudesse liderar o tempo, dar longos espaços nos segundos só para te perdurar em mim.
Meu medo vira pura certeza.
Certeza esquisita, com sabor agridoce.
Certeza de que esse amor vai me queimar e me fazer ressurgir quantas vezes necessário, só pra poder te ouvir mais uma vez dizer que me ama.
"E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Hoje eu elejo e elogio só você.
Me seduz e logo sorri.
Seus olhos brilham e revelam a garota que há em si.
Corpo de mulher, postura de mulher, atitudes de mulher, alma de menina.
Alma feminina.
Alma masculina.
Deixa livre a adolescente rebelde que vive em si.
Sua mulher sensata tenta aquietar a adolescente rebelde que vive em si, que nunca para.
Tenta segurar o beijo na boca que sempre escapa.
Ela é a malícia.
Ela é a doçura.
Ela é o sexo.
Ela é a cultura.
Ela é a sanidade.
Ela é a loucura.
Esconde com força a sensibilidade.
Fica louca de saudade e não sabe fingir.
Seu sorriso não me engana mais.
Ela desistiu de enganar.
Ninguém boceja ao vê-la falar, dias desiste, dias recomeça.
Linda, que dói a íris.
Com o Free aceso e a mãe a tira colo,
Sabe falar de amor, porém, como todo cantor, não sabe viver solo.
Seus olhos brilham e revelam a garota que há em si.
Corpo de mulher, postura de mulher, atitudes de mulher, alma de menina.
Alma feminina.
Alma masculina.
Deixa livre a adolescente rebelde que vive em si.
Sua mulher sensata tenta aquietar a adolescente rebelde que vive em si, que nunca para.
Tenta segurar o beijo na boca que sempre escapa.
Ela é a malícia.
Ela é a doçura.
Ela é o sexo.
Ela é a cultura.
Ela é a sanidade.
Ela é a loucura.
Esconde com força a sensibilidade.
Fica louca de saudade e não sabe fingir.
Seu sorriso não me engana mais.
Ela desistiu de enganar.
Ninguém boceja ao vê-la falar, dias desiste, dias recomeça.
Linda, que dói a íris.
Com o Free aceso e a mãe a tira colo,
Sabe falar de amor, porém, como todo cantor, não sabe viver solo.
domingo, 30 de outubro de 2011
Retórica.
A dor que há em mim é tão viva e pulsante como esse amor, que corrói cada centímetro do meu peito.
Luto, a cada momento para me desvencilhar desse coquetel de sentimentos.
Te amar anda me deixando amarga. Fria. Seca. Estúpida.
Sou um rio prestes a transbordar.
Cada dia sinto minha alma mais longe.
Necessito tanto por fim nisso tudo, nesse excesso de amor, nesse excesso de descaso, excesso de desprezo, excesso de "é só amizade", excesso de "eu te amo" sem provas, excesso de abraços sem braços, excesso de cama vazia, excesso de coração doente, excesso de beijos sem respostas.
Preciso me retirar desse abismo que eu adoro cair.
Quero voltar a me sentir viva, mas caio novamente naquele dilema: minha vida é você.
Quero voltar a SER feliz e não a ESTAR feliz.
Sei, que apesar de tudo, amanhã acordarei me perguntando, mais uma vez: por que você não é minha?
Sei que esse será apenas mais um texto que você não lerá, mas se eu não falar para o meu "você" o rio que sou transbordará.
Como já disse Caio Fernando Abreu, "é que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais."
Do verbo doar ou do verbo doer?
Mais uma retórica que ninguém responderá.
Luto, a cada momento para me desvencilhar desse coquetel de sentimentos.
Te amar anda me deixando amarga. Fria. Seca. Estúpida.
Sou um rio prestes a transbordar.
Cada dia sinto minha alma mais longe.
Necessito tanto por fim nisso tudo, nesse excesso de amor, nesse excesso de descaso, excesso de desprezo, excesso de "é só amizade", excesso de "eu te amo" sem provas, excesso de abraços sem braços, excesso de cama vazia, excesso de coração doente, excesso de beijos sem respostas.
Preciso me retirar desse abismo que eu adoro cair.
Quero voltar a me sentir viva, mas caio novamente naquele dilema: minha vida é você.
Quero voltar a SER feliz e não a ESTAR feliz.
Sei, que apesar de tudo, amanhã acordarei me perguntando, mais uma vez: por que você não é minha?
Sei que esse será apenas mais um texto que você não lerá, mas se eu não falar para o meu "você" o rio que sou transbordará.
Como já disse Caio Fernando Abreu, "é que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais."
Do verbo doar ou do verbo doer?
Mais uma retórica que ninguém responderá.
domingo, 16 de outubro de 2011
Mulheres de Atenas.
Essas mulheres fortes e eficientes,
trabalham, pensam com rapidez.
Mansas como mães,
vorazes como leoas.
Descontraem o ambiente com a risada sincera.
Alegra a todos sorrindo, mas logo se concentram novamente.
Mulheres espertas, me arrancam suspiro,
as admiro,
pela leveza feminina,
pela força no olhar.
Sempre alegres e focadas.
São belas leoninas,
Criativas aquarianas,
Piscinianas sensíveis.
Pela força das de touro
e pela liberdade das de gêmeos.
E ainda dizem que mulher é o sexo frágil,
Que mentira absurda!
trabalham, pensam com rapidez.
Mansas como mães,
vorazes como leoas.
Descontraem o ambiente com a risada sincera.
Alegra a todos sorrindo, mas logo se concentram novamente.
Mulheres espertas, me arrancam suspiro,
as admiro,
pela leveza feminina,
pela força no olhar.
Sempre alegres e focadas.
São belas leoninas,
Criativas aquarianas,
Piscinianas sensíveis.
Pela força das de touro
e pela liberdade das de gêmeos.
E ainda dizem que mulher é o sexo frágil,
Que mentira absurda!
sábado, 3 de setembro de 2011
Ouviu?
Cresci sozinha.
A solidão sempre foi minha compahia, sempre embalou meus sonos, sempre absorveu minhas lágrimas, sempre riu comigo das piadas inventadas pela imaginação.
O silêncio sempre me fez bem.
Shhhhhhi... ouviu?
Também não.
Isso é bom.
Eu caio no silêncio, nas ciladas do silêncio.
Fico sozinha. Fico pensando.
Por que? Até quando? Será? Mas...
O silêncio e a solidão só constroem.
A presença as vezes é excesso, mesmo que única.
Reclamam de mim por que falo demais. Reclamam do meu silêncio.
No meu silêncio minha alma escapa. Corre pra onde ela realmente quer estar.
A minha solidão é meu consolo.
Me deixe só.
Nunca ficarei sozinha, tenho a ti, solidão, tenho a ti, silencio, tenho a ti, música, tenho a ti, livros, tenho a ti, amor, mesmo insano como és, mas será sempre inconstante, sempre amor.
Você me tem, saudade, sou tua.
E então, vou ficar aqui, quietinha, com a minha estranhice, esperando você voltar, pois nossa conversa não precisa de palavras.
"Quero permanecer calado, observando tudo."
A solidão sempre foi minha compahia, sempre embalou meus sonos, sempre absorveu minhas lágrimas, sempre riu comigo das piadas inventadas pela imaginação.
O silêncio sempre me fez bem.
Shhhhhhi... ouviu?
Também não.
Isso é bom.
Eu caio no silêncio, nas ciladas do silêncio.
Fico sozinha. Fico pensando.
Por que? Até quando? Será? Mas...
O silêncio e a solidão só constroem.
A presença as vezes é excesso, mesmo que única.
Reclamam de mim por que falo demais. Reclamam do meu silêncio.
No meu silêncio minha alma escapa. Corre pra onde ela realmente quer estar.
A minha solidão é meu consolo.
Me deixe só.
Nunca ficarei sozinha, tenho a ti, solidão, tenho a ti, silencio, tenho a ti, música, tenho a ti, livros, tenho a ti, amor, mesmo insano como és, mas será sempre inconstante, sempre amor.
Você me tem, saudade, sou tua.
E então, vou ficar aqui, quietinha, com a minha estranhice, esperando você voltar, pois nossa conversa não precisa de palavras.
"Quero permanecer calado, observando tudo."
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Toda Manhã
| "A você, que tem um porta-retrato do filho ao lado do computador, com folhas atoladas na segunda gaveta, que não acredita em nada mais para não forçar a esperança a acreditar em você, que entrou neste blog talvez por acidente ou por curiosidade, que mal passou os olhos pela primeira linha e viu que não era com você, peço que fique mais um pouco para descobrir realmente que não é com você. Nada disso é com você; e tudo pode vir a ser. É com você, que nunca está satisfeita com a altura da cadeira, mas também não sabe como girar a manivela, que diminui os passos para escutar o bambu plagiando a chuva, que falo. A você, que gostaria de ser mais percebida, mais elogiada, mais viva, que ninguém nota o vestido novo, o cabelo cortado, que chega ao trabalho pensando que causará outra impressão, e o espaço vai repetindo o dia anterior. A você, que cuidou dos irmãos pequenos, que comprava cigarro para o pai e leite para a mãe, que teve que pular a janela para sair com os amigos. A você que não está satisfeita com o emprego, com os hábitos, com o número das calças, com o guarda-roupa, com o guarda-chuva, que espera as próximas férias como um domingo prolongado, que gostaria de dormir mais e ser penteada pelo vento antes de acordar. A você, cheia de expectativas, que se diplomou e pensou que tudo estaria resolvido, que se casou e pensou que tudo então estava pronto, que teve um filho e pensou que tudo estava chegando. Não a conheço, muito menos sei o que lhe aconteceu na infância, qual foi o primeiro namorado, a primeira transa, o primeiro choque, o primeiro porre, o primeiro do primeiro amor, o primeiro do último amor; é justamente a você que começo a escrever dentro de sua desistência. A você, que nunca pensou que o riso também precisa de aquecimento para não se machucar em rugas, que deseja ler de manhã e viver o que se lê de tarde, e que não lê de manhã e nem vive de tarde, e sobra a noite para fazer de noite. A você, que é uma promessa de cheiro, de chá, que coloca perfume nos pulsos e no pescoço, que tem receio de chorar onde não se chora, de falar o que não se deveria, que se controla e se autocensura para não se entregar. A você, que passou a vida a disciplinar o desespero, que segura a bolsa perto do quadril, que é suave para olhar de canto. A você, que está aqui e não se resolve, porque não é aqui que está, mas dentro daquilo que procura. Alguns procuram um endereço; outros, um sentido. A você, que escuta o sangue e não entende. A você, que quer explicações para não se contentar com relatórios, para não se apaziguar em brincadeiras, que não usa relógio para não ser infiel à aliança, que repara as laranjas germinando abelhas na hora do almoço. A você, que não duvida ao assinar o nome, mas troca invariavelmente a data. A você, que em toda manhã regressa de seu mais fundo e ninguém repara o seu esforço para subir à superfície. A você, que parece sombra quando a água passa, que parece água quando a sombra senta; a você quero dizer: eu desapareço em você." Fabrício Carpinejar |
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