E aquele amor, tão evidente nos olhos dos dois me fez, mais uma vez, refletir aquele momento.
Me parecia ser um amor doce, contido, sem pressa, sem medo.
E era.
As mãos se uniam e naquele momento de dor, pude ver aquilo que Pedro sempre me disse.
Eu e Pedro trabalhamos juntos, em uma agência publicitária, em que ele é diretor.
Mais que meu chefe, ele é meu melhor amigo.
Naquele doze de setembro morreu pai de Maurício, o amor de meu amigo.
Maurício tinha o pai como seu melhor amigo, afinal ele lhe dedicara amor e compreensão durante toda a sua vida, tentando suprir (em vão) a falta da mãe.
Naquele momento em que via Maurício sendo abraçado e amparado por Pedro, pude notar o que realmente é o amor. E pude notar que nunca amei.
Eu, com 28 anos, me envolvi em vários relacionamentos, porém todos vazios do amor que habitava os olhos dos meus amigos, mesmo imersos em lágrimas e tristeza, sempre amor.
Creio que quando o amor chega, ele toma conta, todo e qualquer sentimento se transforma, é sempre amor, sai pelos poros, cabelos, sorrisos...
E invariavelmente sai pelos olhos.
Tenho certeza que quando olhar pra alguém com o mesmo sentimento que meu amigo olha para o seu parceiro de vida, de jornada, de existência, poderei concluir que enfim aprendi a amar.
sábado, 23 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Pólvora.
Mais uma vez me recordo docemente de você.
Uma frase. Só uma frase. Foi o necessário para me embargar a voz. Creio que vou lembrar pra sempre do nosso amor. O amor que nunca existiu pra você.
Nos embalos de Chico Buarque li o seguinte ‘’ Quando amamos, o mundo pode estar contra nós, que inventamos um jeito de ficar juntos.’’
Lembra, meu ex eterno amor, o tanto que arrumei pretexto pra te amar? A cada abraço que me dava eu o transformava em ignição pra te amar cada dia mais.
Cada dia melhor.
Pra mim todo dia era poesia, todo dia era música, todo dia era você.
Lembra de tudo o que te prometi?
Esqueça. Prometo cumprir apenas uma. Nunca te deixarei sozinha.
E nunca se esqueça, em mim, a casa é sempre sua.
domingo, 27 de maio de 2012
Amor preciso.
E o maior fato da vida é que todo mundo quer ser amado.
Na verdade, creio que amor transcende o querer.
Ser amado é mesmo uma necessidade.
Até onde posso ir por um pouco de afeto? Acho que não tenho limites.
Hoje acordei com aquela vontade de chorar enroscada na garganta.
Acordei com falta de beijo.
Passei a noite pensando se vale a pena fingir que somos amados ou se compensa mais a solidão do que uma mentira.
Todo mundo quer ser amado, não tem discussão.
E saibam, todas aquelas vezes que disse que não precisava de amor, que eu viveria sem carinho, foi a maior mentira que já professei.
Dizia isso pra brincar de aço, pra fingir que tenho coração de lata, pra tentar aprender a não sentir.
E parei no mesmo lugar.
Com o mesmo vazio no peito, que chega a fazer eco.
Dizia isso por que ninguém nunca ouviu meus soluços compulsivos no meio da madrugada.
Meus soluços de solidão.
Todo mundo necessita ser amado. E não é de amor de mãe que eu falo não, amor fraternal até me sobra.
Ou melhor, amor nunca sobra.
Falo desse amor de fantasia, amor de carne, osso, sentimento.
Necessito de um amor que seja um sopro de vida, um amor de aliança, de música.
Necessito de um amor que me molhe feito a chuva, um amor de lágrimas, de poesia.
Um amor que mude minha alma de casa.
Um amor, na sua simples complexidade.
Não fingirei mais que tenho coração de lata, tenho medo, vai que as lágrimas o molhe e ele enferruje?
Na verdade, creio que amor transcende o querer.
Ser amado é mesmo uma necessidade.
Até onde posso ir por um pouco de afeto? Acho que não tenho limites.
Hoje acordei com aquela vontade de chorar enroscada na garganta.
Acordei com falta de beijo.
Passei a noite pensando se vale a pena fingir que somos amados ou se compensa mais a solidão do que uma mentira.
Todo mundo quer ser amado, não tem discussão.
E saibam, todas aquelas vezes que disse que não precisava de amor, que eu viveria sem carinho, foi a maior mentira que já professei.
Dizia isso pra brincar de aço, pra fingir que tenho coração de lata, pra tentar aprender a não sentir.
E parei no mesmo lugar.
Com o mesmo vazio no peito, que chega a fazer eco.
Dizia isso por que ninguém nunca ouviu meus soluços compulsivos no meio da madrugada.
Meus soluços de solidão.
Todo mundo necessita ser amado. E não é de amor de mãe que eu falo não, amor fraternal até me sobra.
Ou melhor, amor nunca sobra.
Falo desse amor de fantasia, amor de carne, osso, sentimento.
Necessito de um amor que seja um sopro de vida, um amor de aliança, de música.
Necessito de um amor que me molhe feito a chuva, um amor de lágrimas, de poesia.
Um amor que mude minha alma de casa.
Um amor, na sua simples complexidade.
Não fingirei mais que tenho coração de lata, tenho medo, vai que as lágrimas o molhe e ele enferruje?
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Liberdade inventada
Eu corria por um campo limpo, e por mim corria o vento.
Dançava, brincava de roda, assim como fazia na breve infância que tive.
De vestido florido, tinha os olhos pintados de azul, sorria exteriorizando a criança de sempre.
Logo avistava minha avó, trazendo no rosto aquela calmaria de sempre. Corria até ela, beijava sua mão e a pedia que me abençoasse.
Por um breve momento, pensava "se essa rua fosse minha, a ladrilharia com os brilhantes dos anéis das mulheres de coração tão duro quanto a pedra que enfeita suas mãos, que por uma ostentação rouba a infância de uma criança qualquer".
Voltava a correr e brincar, sentia cheiro de rosas, cheiro da inocência das crianças pequenas que brincavam comigo, encantavas com o verde do campo aberto.
Fui despertada da minha linda utopia por uma lagrima salgada, que teimou em rolar meu rosto e parar nos meus lábios.
Abri os olhos e vi a rua da minha casa, estava frio, e eu vestia as mesmas roupas cinzas e pretas de sempre.
Mesmo escuro, olhei pro céu e pude ver que logo mais clarearia.
Procurei no bolso da calça jeans o meu celular e olhei as horas.
Eram cinco e cinquenta e cinco da manhã.
Vou parar de sonhar, não tenho mais tempo pra isso, meu ônibus está subindo a rua e às sete horas tenho aula de matemática.
Dançava, brincava de roda, assim como fazia na breve infância que tive.
De vestido florido, tinha os olhos pintados de azul, sorria exteriorizando a criança de sempre.
Logo avistava minha avó, trazendo no rosto aquela calmaria de sempre. Corria até ela, beijava sua mão e a pedia que me abençoasse.
Por um breve momento, pensava "se essa rua fosse minha, a ladrilharia com os brilhantes dos anéis das mulheres de coração tão duro quanto a pedra que enfeita suas mãos, que por uma ostentação rouba a infância de uma criança qualquer".
Voltava a correr e brincar, sentia cheiro de rosas, cheiro da inocência das crianças pequenas que brincavam comigo, encantavas com o verde do campo aberto.
Fui despertada da minha linda utopia por uma lagrima salgada, que teimou em rolar meu rosto e parar nos meus lábios.
Abri os olhos e vi a rua da minha casa, estava frio, e eu vestia as mesmas roupas cinzas e pretas de sempre.
Mesmo escuro, olhei pro céu e pude ver que logo mais clarearia.
Procurei no bolso da calça jeans o meu celular e olhei as horas.
Eram cinco e cinquenta e cinco da manhã.
Vou parar de sonhar, não tenho mais tempo pra isso, meu ônibus está subindo a rua e às sete horas tenho aula de matemática.
domingo, 22 de abril de 2012
Desamor.
Eu a amava de forma que não sabia explicar.
Não podia compreender aquele sentimento que me tomava a alma e roubava os sentidos.
Nunca havia me sentido assim, ela parecia querer consertar meu coração, restituindo cada pedaço, o fazendo novo.
Mais depois o dilacerou.
Meu coração intacto foi dilacerado, como se dado a uma fera, destruído tudo que havia sido refeito.
Ela me tomou só pra ela.
Me tomou e me esqueceu.
Enquanto eu entrava em coma na embriaguez que seu perfume me causava sinto que ela apenas fingia me corresponder.
Mas quando minha mente estava quase certa de que aquele amor não era pra mim ela vinha e me abraçava, levando consigo todo o meu poder de raciocinar, toda a minha vontade de não querê-la.
E assim foi, durante muito tempo, até que caí em mim, e a desamei.
Uma das coisas mais difíceis que fiz foi admitir que o meu amor acabou.
Aquele amor que me tirava o sono e me dava inspiração teve fim e dessa forma se evidenciou um fato, tornando-se claro como água na minha mente.
Muito mais difícil que dizer "eu te amo" é dizer "eu te amei".
Cheira a tragédia, nem todo final é feliz, mas esse final, logo esse, o fim do amor que eu tanto sonhei, incrivelmente me fez bem.
Não podia compreender aquele sentimento que me tomava a alma e roubava os sentidos.
Nunca havia me sentido assim, ela parecia querer consertar meu coração, restituindo cada pedaço, o fazendo novo.
Mais depois o dilacerou.
Meu coração intacto foi dilacerado, como se dado a uma fera, destruído tudo que havia sido refeito.
Ela me tomou só pra ela.
Me tomou e me esqueceu.
Enquanto eu entrava em coma na embriaguez que seu perfume me causava sinto que ela apenas fingia me corresponder.
Mas quando minha mente estava quase certa de que aquele amor não era pra mim ela vinha e me abraçava, levando consigo todo o meu poder de raciocinar, toda a minha vontade de não querê-la.
E assim foi, durante muito tempo, até que caí em mim, e a desamei.
Uma das coisas mais difíceis que fiz foi admitir que o meu amor acabou.
Aquele amor que me tirava o sono e me dava inspiração teve fim e dessa forma se evidenciou um fato, tornando-se claro como água na minha mente.
Muito mais difícil que dizer "eu te amo" é dizer "eu te amei".
Cheira a tragédia, nem todo final é feliz, mas esse final, logo esse, o fim do amor que eu tanto sonhei, incrivelmente me fez bem.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cara Wlianna,
Espero que tenha a consciência de que sempre me encantou, desde a primeira conversa que tivemos.
Me apaixonei pelos seus gostos, antes de me apaixonar por ti.
Pelos seus gostos e pelos seus gestos.
Logo veio o amor pela "morena meio amarga" que é, que bem lá no fundo é de um doce delicioso.
Invejo aquela que beija sua boca e aqueles que sentem seu perfume.
Tão misteriosa sempre foi, Wlianna, que cada vez mais faz crescer a vontade que tenho de te descobrir. Descobrir e invadir sua mente e ali fazer morada.
Meus gostos são aqueles que pertence a sua imaginação e pretendo moldá-los ao seus, com todo prazer, assim como gostaria de moldar minha mão em você.
Você não deve fazer nada pra me conquistar. Sou sua. Resta você me querer.
Enquanto me desejar estarei pronto para te agasalhar a alma, te abraçar no frio e secar a chuva caso ela molhe seu corpo.
Deito em minha cama e desejo me enroscar no seu cabelo, acordar com o brilho dos seus olhos.
Me ganhou, Nana, vai ter que me levar. Uma das poucas coisas que tenho certeza é que com você é bom qualquer lugar.
Pelo nosso amor, aqui está o meus sentimentos em palavras.
Beijos, Maria Eugenia.
Me apaixonei pelos seus gostos, antes de me apaixonar por ti.
Pelos seus gostos e pelos seus gestos.
Logo veio o amor pela "morena meio amarga" que é, que bem lá no fundo é de um doce delicioso.
Invejo aquela que beija sua boca e aqueles que sentem seu perfume.
Tão misteriosa sempre foi, Wlianna, que cada vez mais faz crescer a vontade que tenho de te descobrir. Descobrir e invadir sua mente e ali fazer morada.
Meus gostos são aqueles que pertence a sua imaginação e pretendo moldá-los ao seus, com todo prazer, assim como gostaria de moldar minha mão em você.
Você não deve fazer nada pra me conquistar. Sou sua. Resta você me querer.
Enquanto me desejar estarei pronto para te agasalhar a alma, te abraçar no frio e secar a chuva caso ela molhe seu corpo.
Deito em minha cama e desejo me enroscar no seu cabelo, acordar com o brilho dos seus olhos.
Me ganhou, Nana, vai ter que me levar. Uma das poucas coisas que tenho certeza é que com você é bom qualquer lugar.
Pelo nosso amor, aqui está o meus sentimentos em palavras.
Beijos, Maria Eugenia.
domingo, 25 de março de 2012
Marina.
Com o cigarro aceso entre os dedos ela queima junto as memorias de um passado que não passou.
Ninguém habita a noite e resta apenas Marina, sentada na calçada, refletindo os sonhos que deixou de sonhar.
Cantarola baixinho na madrugada "Marina, morena, Marina você se pintou..."
Traga o cigarro e se forma uma nuvem de lembranças diante de seus olhos.
Se vê menina, brinca nas águas do mar carioca. Sempre fez jus ao nome.
Lembra da adolescência rebelde.
Do primeiro namorado.
Do primeiro cigarro.
Marina chora ao observar o que foi feito com sua vida.
Com os olhos embocados de lágrimas, a morena, no auge dos seus 25 anos se recosta no poste da rua fria do Rio de Janeiro.
São duas horas da manhã e ela enxuga com rapidez as lágrimas, evitando que borre sua maquiagem que, em ilusão, acredita que esconda os hematomas que habitam sua alma.
Levanta da calçada e as memórias se desfazem, assim como o cigarro que virou cinza em seus lábios.
Ajeita o cabelo e sorri de forma marota, a espera do próximo cliente, cujo o qual ela deseja que seja o ultimo da noite, que não tarda a chegar, a procura de diversão naquela sexta feira.
Entra no carro dele e um ultimo pensamento acomete Marina: e eu só queria poder me orgulhar de mim.
Ninguém habita a noite e resta apenas Marina, sentada na calçada, refletindo os sonhos que deixou de sonhar.
Cantarola baixinho na madrugada "Marina, morena, Marina você se pintou..."
Traga o cigarro e se forma uma nuvem de lembranças diante de seus olhos.
Se vê menina, brinca nas águas do mar carioca. Sempre fez jus ao nome.
Lembra da adolescência rebelde.
Do primeiro namorado.
Do primeiro cigarro.
Marina chora ao observar o que foi feito com sua vida.
Com os olhos embocados de lágrimas, a morena, no auge dos seus 25 anos se recosta no poste da rua fria do Rio de Janeiro.
São duas horas da manhã e ela enxuga com rapidez as lágrimas, evitando que borre sua maquiagem que, em ilusão, acredita que esconda os hematomas que habitam sua alma.
Levanta da calçada e as memórias se desfazem, assim como o cigarro que virou cinza em seus lábios.
Ajeita o cabelo e sorri de forma marota, a espera do próximo cliente, cujo o qual ela deseja que seja o ultimo da noite, que não tarda a chegar, a procura de diversão naquela sexta feira.
Entra no carro dele e um ultimo pensamento acomete Marina: e eu só queria poder me orgulhar de mim.
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